P&B


O abandono da cor (para não distrair nem ser distraída) e a preocupação com as formas deu lugar a um trabalho exploratório da mancha, da procura do equilíbrio, da composição, da fuga para a abstração como evolução estética e não como veículo romântico de auto-expressão. Embora qualquer coisa de imanente à natureza surja na pintura, o meu ponto de partida já não é o que tem a figura como orientação, ainda que continue a procurar uma linguagem com sintaxe e semântica.


Eu tenho a mão que aperreia, eu tenho o sol e a areia, eu sou da América, 2010
Tinta acrílica s/ papel Fabriano
150 x 150 cm


A série representa um culminar de uma exploração praticamente tátil de materiais e formas.E desenvolveu-se instintivamente: o re-arranjar de imagens que resultaram de trabalhos cuja composição final considerei incongruente como é o caso da Pintura Reconstruída; o trabalhar da mancha, o fazer e refazer de uma experiência a preto e branco. A narrativa desta criação é uma constelação, uma ficção pós-moderna a diferentes vozes.


Pintura Reconstruída, 2010
Colagem.
Tinta acrílica s/ papel Fabriano
150 x 130 cm
Cara feia para mim é fome, 2010
Tinta acrílica s/ papel Fabriano
150 x 150 cm
Natureza morta em aperto, 2010
Tinta acrílica s/ papel Fabriano
150 x 150 cm
A cavalo dado não se olha o dente, 2011
Tinta acrílica s/ papel Fabriano
150 x 150 cm
Para o alto e avante, 2011
Tinta acrílica s/ papel Fabriano
150 x 150 cm
Sinfonia, 2011
Tinta acrílica e bastão de óleo s/ papel Fabriano
150 x 150 cm

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